Diretor-geral administrativo do CPP Alessandro Soares se reúne com diretoria e aborda segurança, saúde mental e revisão do ECA
A Regional do CPP Rio Claro recebeu, nesta terça-feira, 27 de janeiro, a visita do advogado Alessandro Soares, diretor-geral administrativo do Centro do Professorado Paulista. Durante a passagem pela cidade, ele se reuniu com a diretoria da regional para discutir as principais pautas atuais da entidade, com foco na valorização do professor em diferentes dimensões da carreira e do cotidiano escolar.
Entre os temas abordados estiveram as ações já ingressadas pelo CPP com o objetivo de reduzir a carga horária docente sem prejuízo salarial e a visibilidade crescente dos afastamentos motivados por problemas de saúde mental. Segundo o dirigente, essas iniciativas dialogam diretamente com um cenário de pressão contínua sobre os profissionais da educação.
No encontro, ganhou destaque o debate em torno da segurança nas escolas e da proposta de revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente. Pesquisas recentes indicam uma escalada de casos de violência extrema nos últimos três anos, entre 2022 e 2024, com mais de 40 mortes e cerca de uma centena de feridos no período. Esse contexto tem provocado impactos significativos na saúde física e mental dos professores.
Diante desse quadro, o CPP realizou uma pesquisa para dimensionar o problema sob a ótica dos docentes. Os resultados apontam para uma sensação de insegurança sistêmica que afeta profissionais das redes pública e privada. Para 92,5 por cento dos professores entrevistados, a solução passa por uma revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente, de forma a garantir maior segurança aos educadores.
De acordo com Alessandro Soares, o ECA tem papel fundamental ao assegurar direitos às crianças e adolescentes, mas o debate atual propõe um reequilíbrio, com a definição de deveres e a tipificação de agressões contra professores. Entre os pontos defendidos estão o reconhecimento legal de diferentes formas de violência, a possibilidade de transferência do aluno em casos graves, em vez do professor, e o enfrentamento da violência digital, como a exposição de docentes em situações de vulnerabilidade nas redes sociais.
Para o diretor do CPP Rio Claro, Moacir Rossini, a entidade tem como objetivo resgatar a valorização do professor na sociedade e no ambiente familiar, fortalecendo o respeito à profissão e às condições de trabalho dos educadores.