Tratamento da doença é oferecido gratuitamente pelo SUS e deve ser iniciado o mais rápido possível

(imagem: google)
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) divulgou nesta semana um alerta com orientações para prevenção da febre maculosa e para a importância do diagnóstico e do tratamento precoces. Neste ano, o Estado já registrou 19 casos e 18 óbitos pela doença infecciosa, que é causada pela bactéria Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos infectados, que podem ser encontrados em animais como capivaras, cavalos e cães.
Os primeiros sintomas costumam surgir cerca de sete dias após a infecção e incluem febre, dor de cabeça intensa, dores no corpo e nas articulações, além de cansaço. Entre o terceiro e o quinto dia da doença, podem aparecer manchas avermelhadas que se iniciam nos pulsos e tornozelos e podem se espalhar para braços, palmas das mãos e solas dos pés.
Os carrapatos vivem em áreas com vegetação e se alimentam de animais de médio e grande porte. Por isso, locais rurais e regiões próximas a matas e áreas de vegetação densa apresentam maior risco de exposição.
A SES-SP desenvolve ações permanentes para reduzir a incidência e a letalidade da doença, com foco na detecção precoce, investigação oportuna e resposta rápida aos casos suspeitos. Entre as estratégias adotadas estão a notificação compulsória, a investigação epidemiológica de casos e óbitos, o monitoramento contínuo da situação epidemiológica, a identificação dos prováveis locais de infecção, o fortalecimento do diagnóstico laboratorial, a capacitação permanente dos profissionais de saúde e a integração entre as vigilâncias epidemiológica, ambiental e laboratorial para identificação de áreas de risco e implementação de medidas de prevenção.
Como se prevenir
Quando não for possível evitar áreas de risco, a recomendação é adotar medidas para reduzir o contato com carrapatos. O uso de roupas compridas e de cores claras facilita a identificação do parasita e diminui o contato direto com a pele. Também é recomendado utilizar repelentes, respeitando as orientações de reaplicação do fabricante.
Caso um carrapato seja encontrado preso à pele, a remoção deve ser feita corretamente:
– Utilize uma pinça para segurar o carrapato e retire-o com movimentos firmes e delicados, evitando esmagá-lo.
– Após a remoção, higienize o local da picada com água e sabão ou álcool.
– As roupas utilizadas em áreas de risco devem ser lavadas em água quente ou fervente para eliminar possíveis carrapatos.
Casos e óbitos
Em 2026, o estado registrou 19 casos confirmados e 18 óbitos por febre maculosa. Entre os casos confirmados, os locais prováveis de infecção (LPI) foram identificados nas regiões dos Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Piracicaba, com três ocorrências; Campinas, com cinco; Sorocaba, com três; Santo André, com um; e São José dos Campos, com um. Para o restante dos casos, os locais prováveis de infecção seguem em investigação.
Os óbitos ocorreram nas regiões abrangidas pelo GVE de Piracicaba, com três registros; Sorocaba, com três; Campinas, com quatro; Santo André, com um; e São José dos Campos, com um. Os demais óbitos seguem com o local provável de infecção em investigação.
Em 2025, foram registrados 61 casos confirmados e 44 óbitos pela doença no estado.
Tratamento disponível pelo SUS
O diagnóstico e o tratamento da febre maculosa são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), prontos atendimentos e hospitais.
Ao apresentar os primeiros sintomas, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde. O tratamento é realizado com antibióticos específicos e deve ser iniciado o mais precocemente possível, mesmo antes da confirmação laboratorial, para reduzir o risco de agravamento e aumentar as chances de recuperação.
(texto divulgação: secretária da saúde de São Paulo)